Corrida estacionária: como manter o condicionamento e evitar lesões

Corrida estacionária: como manter o condicionamento e evitar lesões

Vendo o aumento de pessoas postando sobre atividade física em casa, me deparei com excessos. Frente ao número cada vez maior de adeptos da corrida estacionária, resolvi fazer uma busca para verificar se existe algum relato na literatura sobre lesões na modalidade. Num estudo nacional que objetivava analisar a respostas cardiorrespiratórias, neuromusculares e cinemáticas obtidas durante a corrida estacionária em condições aquáticas e secas (ambientes terrestres), verificou-se que foi significativamente maior a taxa de lesões quando o exercício foi realizado em terra e tornou-se significativamente mais alta a cadência de execução conforme aumentava a velocidade, quando realizado em intensidade elevada. No entanto, na velocidade moderada, todos os grupos musculares analisados apresentaram respostas semelhantes em ambos os ambientes.

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Da mesma forma, o VO2 foi significativamente maior no exercício terrestre e cresceu com o aumento da cadência; o que confere com um outro trabalho publicado em 2013, onde confirma-se que a captação de oxigênio máxima e submáxima foi influenciada pelo tipo de exercício, pois essas respostas foram semelhantes nos protocolos de corrida estacionária na água e na terra – e diferentes das obtidas durante a corrida em esteira, que apresentaram maiores os valores comparados com os dois protocolos de corrida estacionária.

Em resumo, para ambos os ambientes, as respostas cardiorrespiratórias podem ser maximizadas aumentando as cadências submáximas, enquanto as neuromusculares são otimizadas apenas usando velocidade máxima, podendo ocasionar lesões se o exercício for feito de forma inadequada, principalmente em ambientes muito restritos.

O que posso dizer, portanto: corrida estacionária ajuda a manter o condicionamento físico cardiorrespiratório. Mas se feita de forma exagerada, em alta intensidade, favorece o aparecimento de lesões. Portanto, sugiro outros aeróbicos de forma intercalada. Inclusive com um trabalho usando a cama elástica como forma de auxílio e manutenção, pois esta foi classificada como um exercício de intensidade moderada a vigorosa dependendo da forma que você ritma a passada. Em conclusão, esses achados sustentam que a corrida estacionaria é uma ferramenta auxiliar viável para aprimorar as respostas fisiológicas durante a quarenta, desde que feita de forma moderada e ponderada.

E nas crianças?

Segundo outro estudo, as crianças que fazem corrida estacionária podem adotar uma estratégia neuromuscular mais ativa para proporcionar maior estabilidade e propulsão durante exercícios estacionários. O exercício estacionário pode ser prescrito para fortalecer os músculos das extremidades inferiores em crianças, mas modo e intensidade devem ser considerados para não haver sobrecarga.

Bons treinos!

Publicado também em: Eu Atleta

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