Síndrome do piriforme: O que todo atleta precisa saber sobre essa lesão

Síndrome do piriforme: O que todo atleta precisa saber sobre essa lesão

O piriforme é um pequeno músculo estabilizador que fica profundamente dentro dos glúteos e desempenha um papel fundamental no movimento de corrida, ajudando a girar externamente os quadris e mantê-los nivelados, e estabilizar a pelve. Ele vai da parte inferior do sacro – onde a base da coluna encontra a pelve- até a parte superior do fêmur. O nervo ciático passa direto pelo músculo piriforme e, quando o piriforme se contrai ou tem espasmos, às vezes pode comprimir o nervo, resultando em dor, por isso damos esse nome: síndrome do piriforme. Iinnfelizmente para os corredores e alguns atletas que usam esse musculo excessivamente , e de forma consistente tem uma causa comum essa lesão: Atividades repetitivas, como correr, podem sobrecarregar os músculos e comprimir ou “inflamar” o nervo dando até uma irradiação para a perna.

Identificando os sintomas da síndrome do piriforme

 

A síndrome do piriforme pode ser difícil de diagnosticar porque é facilmente confundida com hérnia de disco, dor ciática, distensão do tendão proximal (também conhecido como tendinite alta do tendão) ou problema na região lombar. Aqui estão alguns sintomas principais que podem ajudá-lo a determinar se o piriforme é a causa real de sua dor glutea :

⦁ Dói ao sentar. Quem sofre da síndrome do piriforme nem sempre sente desconforto durante a corrida. Em vez disso, eles geralmente acham que sentar, subir escadas e agachar-se é doloroso. (Dor durante a corrida, especificamente ou uma sensação de alongamento excessivo ao correr em uma subida ou treinos rápidos, é mais tipicamente um sinal de uma distensão do tendão da coxa proximal.)
⦁ É sensível. A síndrome do piriforme frequentemente faz com que a área fique dolorida. Aplicar pressão pode causar desconforto ou dor não apenas no ponto de contato, mas também irradiando na perna.
⦁ A dor é central na nádega . A síndrome do piriforme é geralmente sentida no meio dos glúteos, em oposição a algo como uma distensão proximal dos isquiotibiais que normalmente causa dor não irradiada , localizada na parte inferior das nádegas, onde os isquiotibiais se conectam à pelve.

Causas comuns da síndrome do piriforme


⦁ Glúteos fracos são um grande contribuinte. Se você fica constantemente sentado o dia todo, seja em sua mesa ou atrás do volante, na pandemia atendi muitos casos) a força do seu glúteo e dos tendões da coxa pode diminuir com o tempo, pelanatrofia e desuso.

⦁ O desalinhamento pélvico decorrente de outros problemas, como uma discrepância funcional no comprimento da perna ou algo tão simples como uma postura incorreta ao sentar, pode exigir que o piriforme trabalhe mais duro e contraia ou entre em espasmo.

Tratando a síndrome

 

-Gelo e medicamentos: você pode aplicar gelo e tomar antiinflamatório ( recomendado pelo seu médico) durante as fases agudas, quando a área está sensível ao toque. Mas se a dor não passar e durar mais do que alguns dias, procure atendimento por um especialista em medicina do esporte.
– fisioterapia analgésica , acupuntura e ondas de choque: como medidas primarias de alivio da dor. Seguido de fortalecimento e reequilíbrio muscular.

– Pode ser benéfico ter sua forma de corrida avaliada ( biomecânica) e verificada quanto a discrepâncias no comprimento das pernas e desequilíbrios na força muscular.

– As órteses podem ser recomendadas se você tiver pronação excessiva (movimento do pé para dentro ao aterrissar).

– Nos casos refratários pode ser indicado infiltrações e até mesmo procedimentos mais invasivos à serem indicado pelo especialista.

Prevenção da Síndrome do Piriforme


Para prevenir a recorrência da síndrome do piriforme, você precisa reduzir a vulnerabilidade do músculo piriforme. Uma das melhores maneiras de fazer isso é treinar a força. Certificar-se de que seus glúteos estão fortes é a chave para evitar a síndrome do piriforme.
Recomendamos exercícios como agachamento com salto, agachamento com pesos e exercícios pliométricos sob orientação deum educador físico ou fisioterapeuta.

Também é importante manter sua pelve em bom alinhamento. Evitar correr regularmente em superfícies inclinadas (ou mudar a direção em que você corre na pista para alternar os lados),

Identificar desequilíbrios musculares que podem fazer com que você favoreça um lado do corpo e sentar-se com boa postura (sua cabeça, ombros e quadris devem estar alinhados, seus pés apoiados no chão e seu peso uniformemente distribuído em ambos os quadris).

Para evitar a inativação e atrofia muscular, não se sente por longos períodos. Se possível, alterne entre sentar e ficar em pé durante o trabalho; caso contrário, faça pausas de hora em hora. Se viajar de avião, levante-se e caminhe uma vez a cada hora e, quando possível, faça o mesmo ao viajar de carro.

E, claro, você deve sempre aquecer bem antes de uma corrida. Exercícios dinâmicos, como funcionais, saltos com uma perna e alongamentos leves, irão despertar os glúteos e ajudar a prevenir a síndrome do piriforme.

Bons treinos valentes!

Referencia:  https://www.anapaulasimoes.com.br/nossos-artigos/por-que-os-corredores-precisam-de-quadris-fortes/

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Dra. Ana Paula Simões
Médica do esporte, ortopedista e traumatologista, professora instrutora e mestre pela Santa Casa de São Paulo, especialista em medicina esportiva e cirurgiã do tornozelo e pé.

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