Meralgia parestésica: Dor, formigamento ou queimação anterior na coxa

Meralgia parestésica: Dor, formigamento ou queimação anterior na coxa

A meralgia parestésica, também chamada de síndrome do encarceramento do nervo femoral cutâneo lateral, é causada pela compressão do nervo sensorial na pele na parte anterior e lateral da coxa. Quando o nervo é comprimido, você sente dormência, formigamento e, às vezes, dor em queimação na parte superior frontal e externa da coxa. O nervo passa sob o ligamento inguinal próximo à espinha ilíaca anterossuperior, que é a saliência que você pode sentir na parte frontal e superior da pelve, e este é o local usual de compressão do nervo.

Causas

 

A compressão, entre os casos mais frequentes que vejo no consultório, é geralmente causada por um cinto apertado combinado com uma “barriga saliente”, ou pelo uso de calças apertadas nessa região (as piores são as jeans, que têm o tecido mais rígido). Ela é mais comum na faixa etária de 40 a 60 anos. Algumas outras causas da meralgia parestésica incluem diabetes com neuropatia e trauma na área, como a compressão do cinto de segurança após um acidente. Uma compressão mecânica durante o trabalho por ficar horas sentado ou cruzamentos de pernas também é possível causar a sensação, mas não parece ser uma causa comum na literatura ou na prática, pois ao mudar a posição o nervo é descomprimido e a sensação vai embora.

 

É interessante saber que, para algumas pessoas, caminhar, andar de bicicleta ou ficar em pé por longos períodos de tempo, mas não correr, são listados como causas potenciais.

Diagnósticos diferenciais

  • Neuropatias;
  • Ciatalgia;
  • Compressões medulares.

Tratamento para meralgia parestésica

  1. A maioria dos pacientes pode responder a tratamentos conservadores e analgésicos. Sempre verifico os fatores extrínsecos do treino que podem estar associados, como biomecânica , tipo de pisada, limitações de mobilidade (até pergunto do tipo de roupa usa, que pode estar comprimindo o nervo) e desequilíbrios musculares;
  2. Perder a barriguinha (caso tenha) também ajuda;
  3. Os tratamentos com injeção ou infiltração, incluindo ablação por radiofrequência pulsada do nervo cutâneo femoral lateral, podem ajudar os pacientes que não progridem com tratamentos mais simples citados acima.

Bons treinos valentes!

Dra. Ana Paula Simões
Médica do esporte, ortopedista e traumatologista, professora instrutora e mestre pela Santa Casa de São Paulo, especialista em medicina esportiva e cirurgiã do tornozelo e pé.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

× Entre em contato!