Inovações no tratamento do Joanete

Inovações no tratamento do Joanete

Dor no dedão, calos por saliência óssea, deformidade e/ou dificuldade para utilizar calçados fechados: Essas são as principais queixas relacionadas ao antepé principalmente em atletas. Se você sofre com esses problemas, abaixo apresentamos algumas orientações que podem ajudar principalmente no que tange a maior queixa no consultório do especialista – O JOANETE! Também, apresentaremos as inovações no tratamento do Joanete.

O “ dedo a mais” é cientificamente conhecido como hálux valgo, e acomete aproximadamente 23% da população adulta. Sua incidência aumenta com a idade estando presente em 37,5% das pessoas acima de 65 anos. 

É mais comum nas mulheres e apresenta como causa fatores genéticos e ambientais sendo a utilização de calçados desconfortáveis um dos principais potencializadores da doença.( bico fino, salto alto, tênis apertado na frente)

Para sintomas leves, a mudança na escolha dos sapatos favorecendo calçados abertos ou mais largos ajudam a aliviar as queixas. 

No esporte: cabedal amplo, de tecido e respirável ajuda muito! Evite material duro na parte interna para não causar fricção e dor.

No trabalho: Recomenda-se evitar o bico fino e o salto alto, dando-se preferência para calçados com tecidos mais macios e com bicos quadrados ou redondos.

Pacientes com sintomas moderados ou graves podem obter alívio com calçados confortáveis , porém geralmente necessitam de tratamento de maiores intervenções como mudanças biomecânicas e Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos.

A abordagem tradicional, temida por alguns pacientes devido às elevadas taxas de recidiva e ao longo período de recuperação, muito evoluiu nas últimas décadas apresentando atualmente resultados excelentes e mais duradouros.

A cirurgia percutânea é feita por uma via minimamente invasiva, sendo uma técnica cirúrgica realizada por incisões milimétricas com o objetivo de permitir correções por meio de abordagens ósseas, ligamentares e/ou tendinosas. 

Essa técnica vem sendo desenvolvida há 65 anos, mas teve destaque nos EUA e Europa nas décadas de 80-90. Seguindo a tendência mundial de diminuir a agressividade das cirurgias minimizando a dor e as complicações pós-operatórias, destaca-se como ótima opção para pacientes que prezam por um pós-operatório menos doloroso, uma menor cicatriz e um retorno mais rápido às atividades esportivas!

A cirurgia é indicada respeitando as alterações radiográficas e as características individuais de cada paciente. Em geral, a alta hospitalar ocorre em até 12 horas, estando o paciente já autorizado a pisar no mesmo dia com uma sandália especial que deve ser utilizada por aproximadamente 30 dias ou até consolidar.

O tempo de retorno ao trabalho e ao esporte  depende da atividade exercida, podendo ser possível de acordo com a modalidade e evolução da cicatrização. Bem vindos aos avanços da medicina e às inovações no tratamento da joanete!

Bons treinos valentes!

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Matheus Levy Souza ortopedista especialista em pé e tornozelo .

Ana Paula Simões. CRM 108667 –  SP/SP

Dra. Ana Paula Simões
Médica do esporte, ortopedista e traumatologista, professora instrutora e mestre pela Santa Casa de São Paulo, especialista em medicina esportiva e cirurgiã do tornozelo e pé.

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