Atletas amadores lesionados não devem competir igual Pâmela Rosa

Atletas amadores lesionados não devem competir igual Pâmela Rosa

A skatista brasileira Pâmela Rosa disse que participou da prova de street feminino, durante as Olímpiadas de Tóquio, lesionada. A informação foi revelada em postagem nas redes sociais junto com uma foto em que mostra o tornozelo roxo e inchado. Porém, não é recomendado que atletas amadores lesionados compitam.

Considerada uma das favoritas à medalha de ouro, Pâmela ficou de fora da final e teve um desempenho abaixo do esperado, com diversas quedas.

“Mais uma vez enfrentei uma competição lesionada, mas essa lesão não me parou, fui até onde consegui! Agradeço imensamente todas as energias positivas, toda torcida e todo o apoio. Obrigada meu Deus, pela saúde e por essa oportunidade. Vamos lá, o skate vive em mim”, disse a brasileira no Instagram.

Embora lesões sejam comuns entre skatistas, a lesão no tornozelo dificulta a realização de movimentos especialmente na modalidade street, em que as manobras exigem flexibilidade dos pés e força para aguentar o impacto no chão.

“Como o skate tem muito impacto com mudança de direção, o atleta está sujeito a esse tipo de lesão”, explica Ana Paula Simões, ortopedista e médica do esporte, presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva.

Segundo a especialista, no caso de Pâmela, a foto da lesão indica que a atleta sofreu uma entorse de tornozelo com provável lesão ligamentar associada a alguma parte óssea. “De qualquer forma, mesmo assim ela conseguiu apoiar o pé e realizar as manobras durante a prova”, acredita.

Atletas amadores lesionados não devem praticar 

Embora a lesão de Pâmela tenha permitido que ela continuasse competindo, a médica reforça que esse é o tipo de coisa que não deve ser feito na “vida real” por atletas amadores.

Isso porque os atletas profissionais de alto rendimento têm uma rede de suporte grande —composta de médicos e fisioterapeutas especializados— para dar conta de possíveis lesões e ajudá-los a continuar na competição, afinal, não é todo dia que se está em uma Olimpíada.

“A grande questão é que devemos alertar atletas amadores e as pessoas em geral que, se houver qualquer tipo de entorse, de edema ou dor, a recomendação é procurar um médico para diagnóstico correto e aguardar o tempo necessário para recuperação, para não agravar o problema e ter de se afastar por mais tempo do esporte”, orienta a especialista, que também atua na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, entidade que inclusive tem parceria com a Sociedade Brasileira de Skate e atende atletas carentes.

Dra. Ana Paula Simões
Médica do esporte, ortopedista e traumatologista, professora instrutora e mestre pela Santa Casa de São Paulo, especialista em medicina esportiva e cirurgiã do tornozelo e pé.

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